(Final do capítulo 1 - Lealdade)
Quando chegaram à biblioteca, a primeira coisa que o pai lhes disse foi:
- Sentem-se.
Lloruo estava um pouco receoso, pois ele ainda não tinha levado o seu sermão por ter, de certo modo, fugido, enquanto Angye já, e, ainda por cima, ele é que tinha feito pior. Ele já estava à espera de que alguma coisa lhe acontecesse, do género nada de guloseimas nem passeios ou algo assim. Mas as primeiras palavras foram para Angye:
- Angye, minha querida – disse Sinth – desde já dou-te os parabéns. És a mais nova fada com asas que eu alguma vez conheci. Espero que gostes do presente que a Natureza te deu ao fazer-te fada, pois o Ar foi, é, e sempre será o teu elemento. Sempre foste esquiva, alegre, livre e solta como o Ar, e deixa-me dizer-te que as tuas asas são das mais bonitas que eu alguma vez vi. Principalmente a parte amarela – clara: é de um tom extremamente bonito, e tem um significado muito especial. – e, enquanto Sinth dizia isto, reparou que Angye, tal como ele tinha previsto, corou nas três últimas palavras.
- E agora – declarou Sinth – é a tua vez, meu pequeno, mas bastante célere e despreocupado filho.
- Obrigada pelo elogio, pai.
- Estava a criticar-te, meu pequeno. Tu fazes ideia do perigo que correste ao meteres-te na floresta, contra os meus avisos, fazes ideia de tudo o que te podia ter acontecido, e também à tua irmã…e da sorte que tens de ter uma amiga como a Angye?
Quando Sinth disse esta última parte, Lloruo, que tinha estado de cabeça baixa durante o resto do sermão, levantou a cabeça surpreendido, e Angye, que ultimamente andava a fazer isto muito, corou (de novo).
- Sim, Lloruo. Quando ela chegou aqui e começou a contar-me a história, disse que todas as tuas ideias malucas tinham sido ideia dela. Ela disse para irem para a floresta, ela sugeriu depois que fossem para o interior da floresta, etc. Tudo ela. Tens ideia do trabalhão que eu tive para a convencer a dizer-me que tu tinhas, e passo a citar, “Talvez sugerido muito baixinho”? Não, acho que não tens. Por isso, espero que te apercebas da importância que ela te dá (e que tu devias retribuir) enquanto estiveres confinado ao palácio durante exactamente um mês e meio, o que equivale a seis semanas.
- Sim, pai.
Apesar da firmeza que Sinth tinha posto no seu castigo, com as súplicas de Angye (e que foram bastantes longas. Ela quase acampou em frente da biblioteca), Sinth diminuiu a pena para três semanas.
E, como era natural à sua bondade e generosidade, Angye ficou com Lloruo no palácio, sem nunca de lá ter saído durante o tempo que lhe fora imposto.
“Se todos os meus amigos se atirassem de uma ponte, eu não iria atrás deles. Eu seria a pessoa que está lá em baixo, à espera para os apanhar.”

VALÉRIA: Muito bonito, este excerto da tua história. Escreves muito bem, estás de parabéns. Deves continuar a apostar na escrita, pois parece-me que tens futuro. Ah! E a ilustração è linda! Combina de forma excelente com a história. Minha querida aluna, se continuares a escrever, auguro-te um futuro promissor na área da escrita e que feliz irei ficar por poder dizer que aquela escritora de quem tanto se, foi minha aluna!!! PARABÉNS, LINDA!
ResponderEliminarO pensamento que encerra a tua contribuição para o nosso Blogue, revela uma pessoa maravilhosa. Beijos da tua Professora Isaura.
Gostei muito deste excerto, como a professora, deseijo-te um óptimo futuro, e também ficarei feliz por dizer que esta belíssima escritora foi minha colega.
ResponderEliminarSorri e enfrenta o mundo com esse dom!
Beijinhos
Vera Rivotti